...para mim, não é o dia 25 de Abril.
Ainda que a maioria dos portugueses se agarre a tal dia revolucionário, o dia da liberdade, da Liberdade com letra maiúscula é, na minha vida, o dia 20 de Julho de 2008.
O dia em que me desprendi de ti.
A minha revolução foi feita, como a maioria das grandes revoluções da humanidade, aos poucos. As fases são necessárias e eu sempre soube disso.
Há que estudar o passado e analisar o presente.
É preciso saber o que está errado e qual o contributo que podemos dar, para melhorar aquilo que está fora do sítio.
Depois, o dia da revolução chega. No meu caso não foi planeado. Não tive nenhum Paulo de Carvalho a anúnciar o vento de mudança. Na minha vida, a revolução aconteceu por obra de Deus. Deus quis que eu no dia 20 de Julho de 2008 me sentasse ao computador e tivesse uma epifanía. E eu vi, clara como água, a imagem de quem tu és, e deixei de ver a imagem de quem eu queria que tu fosses.
Vi-te, com clareza. Tudo aquilo que és, todas as partes que te completam, toda a grandeza que te constrói e posso dizer, sem uma réstea de dúvida, que aquilo que tu és, que todas as partes que te completam e que toda a grandeza que te constrói cabe na palma da minha mão. Sem grande esforço sou capaz te apertar entre os dedos. Essa é a tua grandeza de espírito. Apenas se vê à lupa.
Mas sabes? Eu gosto do que é visto a olho nú. Gosto dos grandes corações que se sentem à distância. Gosto de verdade. De amizade. De amor. De lealdade. De bondade. De honestidade. De humor. De compaixão.
Sou uma pessoa grandiosa, na minha simplicidade. Não sei ser diferente. Não o quero ser.
Tu és, graças a Deus, um engano.
Hoje sei disso. Hoje é o dia da Liberdade.
Dor
Há 17 anos

2 comentários:
eu ainda não descobri o dia em que fiquei livre, só sei que a liberdade é uma das sensações do mundo..
Transpiras tanto sentimento neste texto que chega a impor respeito.
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