Dois posts depois percebo que tenho sede, que ainda tenho sede de escrever.
O motivo? Não sei! Mas parece que tenho nos dedos o nervoso das avós que querem costurar. De agulhas não percebo mas de teclas rápidas, ao tempo do batimento do coração sim, conheço e, apetece-me.
Olho lá para fora, o sol, que agora se põe, faz esquecer que acordei ao som da chuva esta noite e que saí de casa encolhida com o frio. Mas a verdade é que o tempo está estranho.
Lembro-me de em Agosto poder contar com gandes dias de sol. Calor e bom tempo eram certezas absolutas, como é certo que a Dina e o João Gato são uma e a mesma pessoa. E penso que, por algum motivo, Agosto é o mês do emigrante, não?
Mas, agora, o tempo está do avesso. Não é certo tirar férias em Junho ou em Julho ou em Agosto. Se vacilar em Outubro está calor a lembrar as Maldivas...
Mas se é verdade que este tempo estranho dá que falar - é motivo de notícias (dúvidosas para encher jornais, mas isto sou eu) e que há anos que não se vê um Verão à antiga - é também verdade que este é apenas um reflexo dos nossos tempos.
Está tudo do avesso. As pessoas têm a alma do avesso, o coração do avesso, as famílias são quase todas viradas do avesso, os sonhos estão do avesso, a alegria está do avesso...
E pensando assim, então parece-me lógico que S. Pedro se coadune com tal prática. O lema é "virado do avesso". E o que serve para o Homem serve também para o tempo!
"O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem, o tempo respondeu ao tempo, que o temo tem tanto tempo quanto o Homem humanidade tem"
Dor
Há 17 anos

1 comentário:
Zé Gato! A Dina e o Zé Gato. O João Gato não é para aqui chamado.
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