Ora, em tempo de Mundial é impossível passar ao lado das quatro linhas, da bola, dos jogadores e obviamente da mãe do árbitro.
O jogo entre os lusitanos e a laranja mecânica deve ter deixado a mãe do senhor Ivanov com as orelhas a ferver. Mas não vou tecer comentários quanto à questionável arbitragem do senhor juíz, nem tão pouco falar da falta de fair play. A questão é outra.
Ao ver o jogo ocorreu-me que o futebol não é mais do que um ritual tribal. Vejamos: machos da espécie humana, que procuram mostar quem é mais ágil, quem é mais forte, quem cospe com mais força, quem dá cabeçadas com mais força...
E a cabeçada do Figo? Quem luta assim, muito sabe de zoologia. Aposto que o Figo vê o National Geographic aos Sábados de manhã. Aquilo foi um "revival" de um frente a frente entre dois alces. Muito bem conseguido, é claro.
ok...A única coisa que me passa ao lado é mesmo o golo. O que é que significa?? Não faz grande sentido. Bom...no fundo, todas as lutas entre machos são em prol das fêmeas. À falta de mulheres, os homens enfiam (palavra não escolhida ao acaso) a bola na rede. Pois, não sei não sei!
Mas, era bem giro ter um árbitro em cada luta animal. Uma avestruz que dissesse ao leão "Epá...não deste espaço ao antílope. Isso é capaz de valer um cartão amarelo". Ou então, em situação mais penosa... "Tubarão, cospe lá essa perna que o senhor surfista não é uma foca. Cartão vermelho".
Aquela batalha campal de Domingo não teve descrição... O coração? Já o sentia a pulsar na boca. Mas os nossos "animais" tiveram bem, dentro da desgraça. Agora vem aí a Inglaterra. Que animais há na Inglaterra? Com certeza que o bode do Petit dá cabo de pelo menos um.
Isto são tudo coisas que dão que pensar. Não acham?
Dor
Há 17 anos

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