Deixei de ver a casa branca. Agora? Só estrada à minha frente.
Levo a mala do carro cheia de recordações, cheia de histórias, cheia de ti.
Saber que nunca mais te vou ver, que estarás sempre a dois centímetros nos meus pensamentos, que te vou ver nos meus sonhos, que vou querer saber se estás bem e que não vou saber como fazê-lo…
Aquilo que ficou por dizer fere-me como uma faca, e magoa-me até aos ossos.
Sou aquilo que fizeste de mim e quero sempre que te orgulhes muito da menina que fui e da mulher que tento ser.
Restam-me as promessas e a certeza de que vou viver a vida com as nuvens abaixo de mim, com os olhos nas estrelas, com o coração à flor da pele, como todas as boas pessoas têm de ter. Por ti!
Vais ver-me a voar alto e, um dia, vou sentar-me na mesma nuvem que tu. Aí sim, vou dar-te a mão e contar-te a minha vida, como se respondesse à pergunta: “Como correu a escola hoje?”
Dor
Há 17 anos

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